Crítica | Lucas Santtana: ‘Brasiliano’

Misto de celebração ao aniversário de 25 anos de carreira de Lucas Santtana e atenta investigação sobre a identidade linguística brasileira, Brasiliano (2026, Nø Førmat) se aprofunda em temas como a formação da língua, poder, apagamento cultural e pertencimento de maneira sempre curiosa.

Cantado em oito idiomas – brasiliano (português do Brasil), tupi-guarani, occitano, francês, galego, italiano, espanhol e crioulo da Guiné-Bissau –, o sucessor de O Paraíso (2023) deixa de lado a temática ambientalista do registro que o antecede para se aventurar em novos territórios.

A Jornada Poética de Santtana

Inspirado pelo livro Latim em Pó (2022), de Caetano Galindo, Santtana trata da língua como se fosse um ser feminino que nasce na região de Lazio-Itália, onde o latim tornou-se parte fundamental do Império Romano, e viaja até encontrar o Tupi-Guarani.

Colaborações e Temáticas

Partindo dessa jornada poética, sonora e metalinguística, o compositor aproveita para estreitar laços com parceiros de longa data e artistas vindos de diferentes campos da música. A própria escolha de Gilberto Gil, que introduziu Santtana na cena musical por meio do Acústico MTV, exemplifica isso.

São composições que alternam entre questões políticas e momentos de maior delicadeza, evidenciando a versatilidade de Santtana.

Liricamente marcado pelo forte caráter exploratório, Brasiliano encanta pela riqueza poética de Santtana e seus parceiros, porém peca pelo discreto acabamento instrumental.

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Fonte: https://musicainstantanea.com.br