Crítica do Álbum ‘SadSexySillySongs’ de Letrux

Com o título de SadSexySillySongs (2026, Coala Records), Letícia Novaes, a Letrux, deixa explícito o caráter descompromissado do quarto álbum de estúdio do projeto. Sequência ao material entregue pela artista em Letrux Como Mulher Girafa (2023), o trabalho abandona os temas dançantes do disco que o antecede para se aventurar em um repertório ainda mais intimista.

Inicialmente pensado como um álbum de voz e violão, o trabalho produzido por Thiago Rebello, baixista da cantora desde o introdutório Letrux em Noite de Climão (2017), ganhou outros contornos à medida que foi estruturado em estúdio. A proposta ressalta o tom de cada um dos três adjetivos que dão nome ao disco – triste, sexy e bobo.

Composições e Colaborações

Partindo dessa abordagem, Letrux aproveita para resgatar velhas composições e estreitar laços com novos parceiros criativos. Entre as canções nunca antes gravadas está Ciúme Me Dá Frio, uma síntese do lirismo tragicômico que marca o trabalho da cantora.

Parcerias e Novos Tempos

Destacam-se as canções mais recentes, especialmente aquelas assinadas em colaboração com outros artistas, como Essa Cidade é Complicada, um encontro com Mahmundi. Além disso, a música-título do trabalho, co-escrita com Jadsa, aponta o caminho para o restante do material.

No restante do trabalho, Novaes volta a se encontrar com velhos colaboradores, como Arthur Braganti, em Over My Dead Body, mantendo firme o controle criativo do material, que alterna entre versos em inglês e português.

Análise da Produção e Instrumentação

A base instrumental do trabalho é reduzida em excesso, o que contribui para uma experiência mais intimista, mas que pode deixar algumas canções, como Nessa Data Querida, sem o devido acabamento. Essa abordagem diferente em relação aos registros anteriores da artista carece de força para transformar a proposta intimista em algo envolvente.

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Fonte: https://musicainstantanea.com.br